Arquivologista
A memória de uma empresa está sempre bem guardada quando é depositada nas mãos do bacharel em Arquivologia. Esse profissional aprende na faculdade a organizar documentos de empresas, organizações e instituições públicas ou privadas. Usando noções da Teoria dos Conjuntos e Lógica, ele organiza a documentação de acordo com o tipo ou o conteúdo, formando grupos e subgrupos e desenvolvendo sistemas de ordenação e busca. O importante é garantir que a informação não se perca e possa ser acessada com facilidade.
Essa organização permite calcular com precisão o fluxo dos documentos, levando em conta quando são produzidos e quanto tempo precisam ficar guardados. Esses dados vão para a chamada tabela de temporalidade documental, uma espécie de planilha na qual também entram outros aspectos dos documentos: legai, técnico, administrativo, histórico.
Além da formação superior na área, o arquivologista deve ter registro no conselho regional da categoria para exercer a profissão.
Gestor de serviços
Pode-se dizer que o gestor de serviços é um profissional "curinga" dentro de uma empresa. Ele atua em qualquer área de uma empresa, administrando a rotina de trabalho nos mais diversos setores. Pode cuidar tanto da administração dos recursos humanos quanto da manutenção de equipamentos prediais ou da limpeza das instalações — seja como empregado contratado, seja como profissional autônomo. Mas nada disso seria possível se ele não dominasse algumas ferramentas matemáticas.
Na área de recursos humanos, por exemplo, o gestor de serviços utiliza as noções de conjunto para desenvolver critérios de organização e estimar benefícios para cada 4 çasa| administrando a rotina de serviços, categoria de trabalhador. As teorias de conjunto também ajudam a definir atributos de
interdependência, úteis para montar planilhas que mostrem como as diferentes faixas salariais tendem a evoluir ao longo do tempo. Numa indústria, ele usa esses mesmos conhecimentos para avaliar os custos dos produtos e a taxa de produtividade de uma equipe.
Até poucos anos atrás, o gestor de serviços costumava ser um profissional de formação mais geral, com diploma de Administração de empresas. Hoje já existe outro tipo de graduação — o curso de tecnologia em Gestão de serviços, que dura, em média, dois anos.
Engenheiro de produção
O engenheiro de produção é basicamente um administrador de projetos, que pode atuar em diversas áreas industriais, como química, têxtil e mecânica. Fundamentalmente, ele busca a máxima eficiência de um sistema produtivo.
Usa o conhecimento de funções para relacionar variáveis, como a produtividade e a qualidade de certo produto, e, a partir daí, criar mapas e planilhas que ajudem a acompanhar as diversas etapas da produção. Por exemplo: avaliando as especificações de um projeto e a produtividade diária, ele monta o cronograma de produção. Compara estoque e consumo de material, prevendo a necessidade de reposição. Também recorre às matrizes e à Estatística para fazer o relatório de controle do produto.
Esse profissional, que tem formação superior e costuma dividir seu tempo entre o computador e a fábrica, encontra campo de atuação em qualquer área de uma empresa — seja para trabalhar com estoques e aproveitamento de maquiná- rio e equipamentos, seja para racionalizar o emprego da mão-de-obra. As universidades oferecem uma formação específica para Engenharia de produção.
Cientista da computação
O bacharel em Ciência da computação é um dos profissionais que mais utilizam a Matemática no seu dia-a-dia. Para desenvolver ferramentas para o uso do computador, ele utiliza, fundamentalmente, conceitos de Lógica, estruturas de cálculos por meio de algoritmos diversos e funções que modelam a entrada e a saída de dados. Lida com diferentes programas de Informática — dos que fazem o controle de estoques, nas empresas — até elaborados sistemas de processamento de dados das pesquisas espaciais e genéticas.
Suas atividades e seu conhecimento são úteis também para a organização do trabalho numa empresa ou indústria. Nesse caso, ele emprega funções que relacionam dados como quantidade de mão-de-obra ou de matéria-prima necessárias na fabricação de determinado produto. Por ter um domínio profundo das ferramentas matemáticas, o cientista da computação pode atuar como criador de códigos secretos — dispositivos de codificação para segurança. Com o emprego da Álgebra e o estudo dos números primos das propriedades de conjuntos, ele inventa códigos difíceis de serem descobertos, que impedem que hackers invadam a privacidade de sites de bancos e de compras na internet — ramo de atividade que se chama criptografia.
Esse profissional depende tanto da Matemática que essa disciplina é abordada, no mínimo, dois anos dos quatro que dura a graduação.