quarta-feira, 21 de julho de 2010

De olho no mundo do trabalho

Arquivologista

A memória de uma empresa está sempre bem guardada quando é depositada nas mãos do bacharel em Arquivologia. Esse profissional aprende na faculdade a organizar documen­tos de empresas, organizações e instituições públicas ou pri­vadas. Usando noções da Teoria dos Conjuntos e Lógica, ele organiza a documentação de acordo com o tipo ou o conteú­do, formando grupos e subgrupos e desenvolvendo sistemas de ordenação e busca. O importante é garantir que a informa­ção não se perca e possa ser acessada com facilidade.

Essa organização permite calcular com precisão o fluxo dos documentos, levando em conta quando são produzidos e quanto tempo precisam ficar guardados. Esses dados vão para a chamada tabela de temporalidade documental, uma espécie de planilha na qual também entram outros aspectos dos documentos: legai, técnico, administrativo, histórico.

Além da formação superior na área, o arquivologista deve ter registro no conselho regional da categoria para exercer a profissão.

Gestor de serviços

Pode-se dizer que o gestor de serviços é um profissional "curinga" dentro de uma empresa. Ele atua em qualquer área de uma empresa, administrando a rotina de tra­balho nos mais diversos setores. Pode cuidar tanto da administração dos recursos humanos quanto da manutenção de equipamentos prediais ou da limpeza das insta­lações — seja como empregado contratado, seja como profissional autônomo. Mas nada disso seria possível se ele não dominasse algumas ferramentas matemáticas.

Na área de recursos humanos, por exemplo, o gestor de serviços utiliza as noções de conjunto para desenvolver critérios de organização e estimar benefícios para cada 4 çasa| administrando a rotina de serviços, categoria de trabalhador. As teorias de conjunto também ajudam a definir atributos de

interdependência, úteis para montar planilhas que mostrem como as diferentes faixas salariais tendem a evoluir ao longo do tempo. Numa indústria, ele usa esses mesmos conhecimentos para avaliar os custos dos produtos e a taxa de produtividade de uma equipe.

Até poucos anos atrás, o gestor de serviços costumava ser um profissional de formação mais geral, com diploma de Administração de empresas. Hoje já existe outro tipo de graduação — o curso de tecnologia em Gestão de serviços, que dura, em média, dois anos.

Engenheiro de produção

O engenheiro de produção é basicamente um administra­dor de projetos, que pode atuar em diversas áreas industriais, como química, têxtil e mecânica. Fundamentalmente, ele busca a máxima eficiência de um sistema produtivo.

Usa o conhecimento de funções para relacionar variáveis, como a produtividade e a qualidade de certo produto, e, a partir daí, criar mapas e planilhas que ajudem a acompanhar as diversas etapas da produção. Por exemplo: avaliando as especificações de um projeto e a produtividade diária, ele monta o cronograma de produção. Compara estoque e con­sumo de material, prevendo a necessidade de reposição. Também recorre às matrizes e à Estatística para fazer o rela­tório de controle do produto.

Esse profissional, que tem formação superior e costuma dividir seu tempo entre o computador e a fábrica, encontra campo de atuação em qualquer área de uma empresa — seja para trabalhar com estoques e aproveitamento de maquiná- rio e equipamentos, seja para racionalizar o emprego da mão-de-obra. As universidades oferecem uma formação específica para Engenharia de produção.


Cientista da computação


O bacharel em Ciência da computação é um dos profis­sionais que mais utilizam a Matemática no seu dia-a-dia. Para desenvolver ferramentas para o uso do computador, ele utili­za, fundamentalmente, conceitos de Lógica, estruturas de cál­culos por meio de algoritmos diversos e funções que modelam a entrada e a saída de dados. Lida com diferentes programas de Informática — dos que fazem o controle de estoques, nas empresas — até elaborados sistemas de processamento de dados das pesquisas espaciais e genéticas.

Suas atividades e seu conhecimento são úteis também para a organização do trabalho numa empresa ou indústria. Nesse caso, ele emprega funções que relacionam dados como quantidade de mão-de-obra ou de matéria-prima necessárias na fabricação de determinado produto. Por ter um domínio profundo das ferramentas matemáticas, o cientista da compu­tação pode atuar como criador de códigos secretos — dispo­sitivos de codificação para segurança. Com o emprego da Álgebra e o estudo dos números primos das propriedades de conjuntos, ele inventa códigos difíceis de serem descobertos, que impedem que hackers invadam a privacidade de sites de bancos e de compras na internet — ramo de atividade que se chama criptografia.

Esse profissional depende tanto da Matemática que essa disciplina é abordada, no mínimo, dois anos dos quatro que dura a graduação.

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